Fixo ou indexado: qual a diferença
Duas formas de comprar a mesma energia, com riscos diferentes.
Preço fixo
O preço da energia é o que está no contrato e mantém-se durante a vigência acordada, independentemente do que o mercado grossista faça. Sabe o que vai pagar por kWh antes de consumir.
Preço indexado
O preço da energia segue uma fórmula que parte de um indexante de mercado — em Portugal, tipicamente o preço horário do mercado grossista ibérico (OMIE) — ao qual se somam as componentes reguladas e a margem do comercializador.
Quem assume o risco
É esta a diferença, e não a média de preço. No fixo, o comercializador assume a variação do mercado e cobra por isso; no indexado, é o cliente que a assume, e beneficia quando o mercado desce tanto quanto perde quando sobe.
O indexado é mais barato?
Não é uma pergunta com resposta geral. Depende do período, do perfil de consumo e da fórmula concreta. Quem afirmar que um dos regimes é sempre mais barato está a afirmar o que não pode saber.
Quando cada um faz sentido
O fixo dá previsibilidade a quem precisa de orçamentar. O indexado serve quem tolera variação mensal e, sobretudo, quem consegue deslocar consumo para as horas mais baratas.
O que ler no contrato
Num indexado, a fórmula completa: qual o indexante, com que periodicidade é lido, que componentes se somam e qual a margem. Sem a fórmula, o preço não é verificável.
Fontes
- ERSE — Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos
- OMIE — Operador do Mercado Ibérico de Energia (polo português)
Revisto em 2026-09-04 por Equipa técnica JAFplus. Próxima revisão prevista: 2027-03-04.
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